sábado, 30 de março de 2013
Marco Feliciano, o homem que desafia o País

Nas
últimas semanas, quase diariamente o pastor Marco Feliciano aparece na
mídia por conta de seu papel como presidente da Comissão de Direitos
Humanos e Minorias da Câmara.
Agora ele está na capa da revista
semanal ISTOÉ que vai às bancas dia 30. A longa reportagem faz uma
recapitulação dos fatos relacionados com a tentativa de fazer Feliciano
renunciar. Algo, aliás, que ele já disse que não fará.
Segundo a
publicação, o Partido Social Cristão (PSC), ao qual ele é filiado, está
se valendo de um “ velho e surrado oportunismo político orientado por
uma lógica eleitoral”. Ou seja, A legenda que tem apenas 16 deputados
eleitos, passou a figurar na imprensa e chamar atenção.
Entrevistado
pela ISTOÉ, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que é membro da bancada
evangélica e comentarista político, faz as seguinte avaliação: “Ele não
renunciará. Se ele renunciar, não se reelege nunca mais. Se ficar, se
reelege com 1 milhão de votos sem sair de casa”.
O vice-presidente
do PSC, pastor Everaldo Pereira, comemorou que “nunca antes o PSC
tivera tamanha visibilidade” e afirmou aos repórteres: “Acho que agora
vão nos convidar para o banquete!”. Ou seja, agora o governo
reconheceria a importância do partido e receberia mais na divisão de
cargos.
De fato, o pequeno partido é parte da base da presidenta
Dilma Rousseff, mas não indicou nenhum ministro nem cargos para o
primeiro e segundo escalões. O PSC acredita que conseguir para Dilma, os
votos dos evangélicos, em especial depois das polêmicas declarações da
então candidata sobre o aborto.
“Apoiamos a campanha e hoje somos
um aliado fiel que não tem cargos. Somos maiores do que outros partidos
mais consolidados, como PCdoB e PV. Mas que nunca teve direito a muita
coisa”, declarou o pastor Pereira à revista ISTOÉ, que afirma que “o
partido tem pregado seu fundamentalismo cristão e conservador nos
corredores do Congresso e nas reuniões”.
Se politicamente
Feliciano está visado, a revista entende que ele ganhou muito do ponto
de vista pessoal. Além de atrair uma ala conservadora de potenciais
eleitores não evangélicos, “o número de downloads de CDs e DVDs, como
“Caçadores de Jumenta”, quase dobrou em março”.
Na próxima semana,
o deputado Henrique Alves, presidente da Câmara, já anunciou que irá
convocar Feliciano para uma reunião com a presença de todos os líderes
de partido. Trata-se de mais uma tentativa de fazê-lo renunciar. Por
outro lado, existe a ameaça de ele ser condenado pelo Conselho de Ética
por “quebra de decoro”. Entre as acusações, estão denúncias publicadas
na imprensa sobre as empresas que o deputado-pastor teria escondido da
Justiça Eleitoral e os “pastores funcionários fantasmas” de seu
gabinete, além dos processos por estelionato e homofobia que ele
responde na Justiça.
Paralelo a isso, o deputado Arnaldo Jordy
(PPS-PA), suplente na comissão de Direitos Humanos, anunciou que entrou
com uma representação no Conselho de Ética contra Feliciano, “Após a
intransigência do pastor e de seu partido, não há mais espaço para um
acordo político que resolva a questão. Nós temos instrumentos para
resolver o imbróglio. A situação é insustentável, a ponto do pastor
mandar prender quem exerce o direito da livre manifestação. Passou do
limite do admissível. Vamos ao Conselho de Ética e também pediremos
renúncia coletiva dos membros da comissão”, explicou Jordy, que deverá
contar com o apoio da maioria dos partidos na Câmara.
A resposta
de Feliciano foi republicar nas redes sociais um link para um vídeo de
três minutos, postado ano passado no Youtube, onde o deputado Arnaldo
Jordy pressionando uma mulher a abortar o filho que seria dele.
Identificada como Josy, ela se recusa a fazer um aborto e ainda cobra
que Jordy apoie a gestação.

Com informações de ISTOÉ e Estado de São Paulo
Igreja é destruída e fieis decidem se reunir nos escombros

Uma
retroescavadeira derrubou as paredes da Igreja Protestante de Batak,
numa cidade perto de Jacarta, capital da Indonésia. A pilha de escombros
é apenas o capítulo mais recente do sofrimento de cristãos que vivem no
país com a maior população muçulmana do mundo.
A igreja fica na
ilha indonésia de Java, a mais importante do país, onde funcionou como
local de cultos cristãos todos os domingos, durante os últimos 13
anos. Iniciada em uma casa, a congregação chegou a ter 600 membros. Foi
então que o pastor Adven Leonard Nababan pediu ao governo uma licença de
construção. No início deste ano, a igreja obteve assinaturas de 60
vizinhos não-cristãos, conforme exige a lei local.
Mesmo seguindo
todas as regras de licenciamento, o pastor sabia que não é fácil
edificar um templo cristão no pais muçulmano mais populoso do mundo. O
pastor Nababan iniciou a construção em janeiro, mas logo viu cerca de
750 muçulmanos Bekasi tomaram as ruas em protesto. Em 5 de março, a
polícia fechou o local e ordenou que fosse demolido tudo o que havia
sido construído. Eles se recusaram.
Representantes do governo
alegarem que as 60 assinaturas eram falsas e enviaram uma equipe de
demolição para o local na semana passada. Eles encontraram cerca de 150
membros da Igreja Protestante Batak, esperando na porta, cantando hinos e
orando.
“Eles fecharam os braços e ficaram juntos na frente da
igreja para parar a equipe de demolição”, uma testemunha da
demolição. ”O pastor estava no meio da congregação. Ele disse apenas:
‘Nós somos parte do Corpo de Cristo “.
Observando tudo, 300
muçulmanos começaram a bater palmas e gritar: “Allah é grande”. Uma
testemunha disse que a igreja reunia muitos muçulmanos que se
converteram ao cristianismo e por isso atraíram a ira do governo.
O pastor já anunciou que eles vão continuar se reunindo nas ruínas da igreja, mesmo que não haja mais teto nem paredes.
O
chefe de polícia Dikdik Astra disse que estava apenas seguindo ordens.
Não é a primeira igreja demolida arbitrariamente em Jacarta nos últimos
anos. Como a Indonésia teve eleições em 22 de janeiro e a maioria dos
eleitos são de partidos políticos com inclinações conservadoras
islâmicas, a questão pode ter servir como alerta para os cristãos.
Noventa
por cento dos cidadãos indonésios são muçulmanos. A eleição
presidencial será ano que vem e vários líderes cristãos dizem esperar
que as tensões irão subir, pois os partidos islâmicos usam a religião
para ganhar votos.
“Esses grupos buscam justificar o uso da
violência defendendo uma interpretação do Islã sunita que rotula a
maioria dos não-muçulmanos como” infiéis “, e os muçulmanos que não
aderem à ortodoxia sunita como” blasfemos “, disse um cristão que não
quis se identificar.
Em 2012, O Instituto Setara, que defende a
tolerância social, étnica e religiosa, relatou 264 casos de violência
contra as minorias religiosas, um aumento de 20 por cento em relação a
2011. A missão Portas Abertas tem registrado uma média de 66 casos de
ataques por ano contra igrejas cristãs desde 1998. A Indonésia está
entre os 50 países mais hostis aos cristãos, segundo a lista publicada
anualmente pela Portas Abertas. Com informações Charisma News.
quarta-feira, 27 de março de 2013
Médicos dizem ter desenvolvido técnica viável para ressuscitar mortos

O
doutor Sam Parnia é considerado um dos maiores especialistas mundiais
em estudos científicos sobre a morte, o estado da mente humana e as
chamadas “experiências de quase morte”.
Além de ser professor, ele
comanda grupos de pesquisas sobre a ressurreição em hospitais do Reino
Unido e na Cornell University, em Nova York. Fundou o Projeto
Consciência Humana, na Universidade de Southampton e atualmente conduz
um estudo acadêmico inovador. Em colaboração com vários centros médicos
de todo o mundo, sua finalidade é descobrir cientificamente o que
acontece quando morremos.
Os especialistas afirmam que a
ressurreição é possível e novas metodologias devem ser espalhadas por
todo o mundo. Com isso, será possível salvar mais pessoas. Parnia
escreveu um novo livro reunindo todos os conselhos e análise sobre a
experiência global desta prática.
O título curioso da obra é “O Efeito Lázaro”,
lembrando a narrativa bíblica sobre o homem ressuscitado por Jesus.
Segundo Parnia, a técnica mais eficaz é arrefecer o corpo (usando gel,
com cateteres) para reduzir a atividade metabólica das células e
usando-se uma máquina específica: um oxigenador de membranas, que ativa a
circulação e a oxigenação do sangue . Essas máquinas já estão em uso
no Japão e Coréia do Sul.
Segundo o autor, tal tecnologia
permite que as pessoas levantem do mortos até sete horas após seu
coração parar de bater. O processo ainda é complicado, demorado, e
caro, mas já se mostrou possível. As células cerebrais, as mais
delicadas, podem ser cultivadas em laboratório até quatro horas após a
morte de uma pessoa.
Esse tipo de técnica foi usada por médicos no
ano passado para “ressuscitar” o meia Fabrice Muamba (do Bolton),
que foi dado como morto durante um jogo de futebol entre sua equipe e o
Tottenham pela Taça de Inglaterra. O jogador teve um ataque cardíaco
fulminante e ficou mais de uma hora sem respirar. Em junho foi pai pela
segunda vez e não teve nenhuma sequela séria.
O doutor Parnia
acredita que, daqui a algum tempo, a recuperação total após várias horas
sem batimentos cardíacos será algo possível. Ele explica que as células
do nosso corpo tem duração diferente após a morte. Ou seja, nas
primeiras 24 horas são as do cérebro, depois as células de gordura.
Células da pele e dos ossos duram até quatro dias. Ou seja, parece que
morremos em prestações.
Segundo o livro, os números surpreendentes
de pessoas que tiveram as chamadas experiências de quase morte relatam
que é possível lembrar do que aconteceu minutos ou até horas após serem
dados como mortos. Embora eles tenham voltado à vida espontaneamente,
para os médicos esse é um fator determinante na percepção de que a vida
vai além dos sinais vitais. Com informações RT e Daily Mail.
E se desse a louca na “igreja” e ela… quisesse ser IGREJA?

Em 23 de janeiro de 2004, o pastor Caio Fábio publicou um texto em seu site
onde fazia, como de costume, uma série de críticas à igreja evangélica.
Uma lista de “20 passos” apontava o que seria necessário para que a
“igreja… quisesse ser IGREJA?
Quase dez anos depois, o material
ganhou uma nova forma de apresentação. Às vésperas da Páscoa de 2013,
Francisco Pacheco, ligado ao movimento de Caio, o Caminho da Graça,
postou em seu canal do Youtube um vídeo com o texto narrado.
Rapidamente,
o material começou a ser a ser divulgado e comentado nas redes sociais.
Levando-se em conta os comentários associados a ele, parece que agradou
evangélicos de várias denominações, incluindo líderes.
“Um vídeo
para assistir sempre que nos perguntarmos como anda a igreja”, diz uma
das pessoas que divulgou o material. “Assim creio! E quem já foi ou é
pastoreado por mim pode compartilhar dessa graça de Jesus!”, celebra um
pastor.
1. Crer que o Evangelho não está em disputa com as Religiões do mundo, e nem tampouco pretende ser uma delas.
2. Crer que a obra de evangelização nada é além do viver em fé a revelação do amor e da Graça de Deus em Cristo Jesus, sem nenhuma questão.
3. Crer que toda “missão” com o tempo estraga a Missão Original, pois esta só permanece pura enquanto é fruto do amor que faz sem perceber e sem contar…
4. Crer que ela não é a Juíza do Homens, nem a mantenedora dos bons costumes, mas a propagadora da Palavra que a atingiu como Boa Nova, a saber: que Deus estava em Cristo reconciliando consigo mesmo o mundo, e não imputando aos homens as suas transgressões.
5. Crer que o Espírito Santo é Vivo, Livre e Soberano, e que a Palavra é Viva e Eficaz, sendo, portanto, trabalho do Espírito e da Palavra, convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo—não sendo esta, portanto, a tarefa da Igreja.
6. Crer que ela é a comunidade dos que foram chamados nos becos, vielas e antros da Terra—conforme a parábola de Jesus; e isso porque os filhos de Abraão segundo a carne não se acharam dignificados pelo convite—; e, portanto, dela se espera que aceite o convite, que vista-se com as vestes da justiça da fé, e que não questione a presença de ninguém nas Bodas do Cordeiro.
7. Crer que por uma questão de ordem histórica e funcional, a Igreja se mostra como “igreja”, e que é parte do movimento de cura “desta” o buscar ser sempre Aquela.
8. Crer que a única leitura bíblica que não perverte a consciência no caminho da lei, da moral e da religião, é aquela que tem em Jesus a sua Chave Hermenêutica; sendo que depois dessa compreensão em fé há uma única questão a ser levantada pelo povo de Deus ante leitura da Palavra: Como Jesus interpretou essa questão com as ações de Sua própria existência humana? É no espírito dos gestos de Jesus que a Palavra Encarnada se explica e se mostra aos nossos olhos. Ele a interpretou para nós.
9. Crer realmente que o fim da Lei é Cristo para a justiça de todo aquele que crê. Portanto, em Jesus encerrava-se uma Era e iniciava-se o que É. Tudo o que veio antes era sombra. Nele, em Cristo, estão todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento. Nele está todo o saber para a vida.
10. Crer que é impossível renovar para arrependimento quem um dia disse que cria que em Jesus toda a Lei se cumprira; que toda justiça se fez em favor dos homens; que tudo o que houvera antes teve em Cristo seu cumprimento e totalização; mas, mesmo assim, insiste em pregar ao povo um caminho quase-de-Cristo. Sim, a esses que já foram iluminados pela consciência da Graça de Deus em Cristo, e dela caíram, rendendo-se aos legalismos e às doutrinas de homens—é impossível renovar para arrependimento, visto que depois de terem crido que em Jesus Tudo Está Consumado, voltaram atrás, e puseram pesados e falsos jugos de opressão sobre os filhos dos homens. Esses não sabem mais o que é arrependimento e gratidão—esqueceram de quem são!—, visto que trataram a Cruz como quem pisa nela, e a despreza como o Feito Que Fez.
11. Crer que os dons de Deus concedidos aos homens são para serviço, de tal modo que um apóstolo é servo de todos, pois quanto mais se chega perto do Cabeça, mais a mente deve discernir que a única forma de servir a Cristo é fazendo como Ele: esvaziando-se…e se tornando figura humana…reconhecível em sua humanidade…e jamais usurpando nada da Glória da Graça de Deus.
12. Crer que somente se nos tornarmos gente boa de Deus é que teremos qualquer chance de sermos percebidos genuinamente como povo de Deus na Terra; do contrário, seremos sempre apenas parte da Religião Cristã.
13. Crer que Deus não se contamina com a presença de quem quer que seja, e que a Igreja é como uma porta aberta, não é uma Lavanderia e nem um Tribunal. Portanto, que sejam todos bem-vindos ao ajuntamento do povo de Deus.
14. Crer que Deus não está chamando clones para formar a Igreja, mas indivíduos, completamente únicos e singulares; e que todos terão que fazer seu próprio caminho na Graça de Deus; e, portanto, ninguém tem o poder ou o direito de julgar quem quer que seja por ser diferente.
15. Crer que o único Dogma da Fé é o amor, e que tudo o mais, sem amor, é apenas presunção humana e de nada aproveitará aos olhos de Deus, mesmo que a doutrina esteja certa.
16. Crer que a apostasia da igreja não vem em formas, mas em conteúdos. E a grande apostasia nunca será sobretudo comportamental, mas confessional, pois admite-se que todo homem é pecador e erra—pecar não lhe é algo alienígena—; a Palavra de Deus, porém, é perfeita; por isso, falsificá-la, negando a Graça de Deus realizada e consumada em favor de todos os homens, é desvio da fé, e é a Grande Apostasia.
17. Crer que a língua é o pior veneno do homem, e que é pela língua que a “igreja” mais ofende a Deus e ao próximo—com seus juízos, certezas, arrogâncias e delírios—;sendo, portanto, imprescindível que todo e qualquer progresso espiritual seja medido pelo modo como os homens usam a sua própria língua em relação ao próximo.
18. Crer que se desejarmos ser aproveitados como servos no reino de Deus, temos que nos desconverter de todas as nossas práticas, valores, importâncias e dogmas anteriores—visto que o Espírito não tirará pedaço de pano novo para remendar as vestes velhas. Cada geração tem que ouvir a Palavra com os ouvidos do Dia Chamado Hoje, que é Dia de Salvação.
19. Crer que ter a mente de Cristo não é possuir conhecimento técnico da Bíblia, mas sim ser capaz de olhar a vida com o olhar da misericórdia, da justiça e da Graça.
20. Crer que Deus deseja prosperar o Seu povo no corpo, na mente e no espírito, e que o sinal de tal prosperidade é a gratidão, o trabalho honesto, e a devoção integrada à totalidade da vida.
Feliciano se irrita com jornalistas e reafirma que não irá renunciar

O
deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) reafirmou aos jornalistas
nesta quarta-feira (27) que não irá renunciar ao cargo de presidente da
Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) e se irritou com as
perguntas sobre as acusações que ele tem recebido.
O parlamentar
evangélico estava em uma reunião na Embaixada da Indonésia para entregar
o pedido de clemência a dois brasileiros que podem ser executados por
tráfico de drogas naquele país.
Um repórter perguntou se aquele
era o momento de pedir clemência junto a embaixada. Feliciano chamou a
pergunta de “estúpida” e disse que não há momento certo para fazer
pedido de clemência.
“Vocês estão ultrapassando o meu limite de espaço. Estou aqui por um assunto sério e vocês estão de brincadeira”, disse.
O
deputado também foi questionado sobre a crise na Comissão de Direitos
Humanos e a resposta foi de que não há crises. “A comissão não está em
crise, quem está em crise são vocês. Falando besteira e falando coisas
que não existem. Já fizemos duas sessões e na primeira votamos a rodada
da pauta, a segunda foi impedida por causa do tempo, hoje tem a terceira
sessão. Não sei se será (aberta ou fechada)”, disse.
Sabendo que
na noite de ontem líderes partidários se reuniram para encontrar uma
maneira para forçá-lo a renunciar, Feliciano voltou a dizer que não
pretende deixar o cargo e que o acordo entre os partidos precisa ser
respeitado.
“Não vou renunciar de jeito nenhum. O que os líderes
podem fazer com a minha vida? Eu fui eleito pelo voto popular e pelo
voto do colegiado ponto final, que insistência. Vocês não têm outro
assunto pra falar, não?”, disse Marco Feliciano bastante irritado.
Líderes partidários tentam convencer Feliciano a renunciar

Mesmo
com a decisão do PSC em manter o deputado federal Marco Feliciano como
presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, alguns líderes
partidários estão organizando uma reunião para a próxima semana na
tentativa de convencer o parlamentar evangélico a renunciar.
A
renúncia é a única maneira para poder tirar o deputado do comando da
CDHM e assim acabar com a polêmica gerada em torno de Feliciano que tem
sido alvo de inúmeras críticas desde que foi indicado ao cargo.
Na
noite desta terça-feira (26) lideranças partidárias se reuniram com o
presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDS-RN)
para buscar uma solução para este problema. No dia 2 de abril pela manhã
eles confirmaram um encontro com o deputado Marco Feliciano para tentar
convencê-lo a renunciar.
“Lamentavelmente, hoje, a decisão [do
PSC] veio em contrário àqueles entendimentos anteriormente encaminhados.
Diante dessa realidade, que nós respeitamos, a decisão consensual foi
convidarmos o deputado Marco Feliciano para na próxima terça, às 11h,
ter uma reunião com todos os líderes partidárias desta Casa, na busca de
uma solução respeitosa, democrática, que esta Casa está esperando”,
disse Alves.
Para o presidente da Câmara, se Marco Feliciano
continuar no cargo os trabalhos da comissão serão prejudicados. Vale
lembrar que as duas sessões da CDHM presididas pelo deputado evangélico
foram tumultuadas por manifestantes ligados aos partidos PT, PCdoB, PSOL
e integrantes de movimentos LGBT.
O presidente da Câmara quer que
as pautas propostas para a Comissão de Direitos Humanos sejam votadas.
“Aquele clima de radicalismo não pode continuar. A comissão tem que
tomar decisões, ter quórum qualificado, tem que ter a sua pauta, ter
votações. E, a cada semana isso não está acontecendo”.
Malafaia pede para que Feliciano não ceda
Enquanto
os parlamentares tentam convencê-lo de que o melhor a fazer é renunciar
a presidência, Feliciano está recebendo apoio do pastor Silas Malafaia
que já usou seu espaço na TV e na internet para dizer que a polêmica em
torno do deputado evangélico faz parte de um jogo político.
Para o
pastor assembleiano, a Comissão de Direitos Humanos está sendo usada
para esconder que dois deputados do PT foram escolhidos para a principal
comissão da Casa que é a Comissão de Constituição e Justiça.
Desviando
o assunto para o PSC, ninguém se posicionaria contra a participação de
José Genoino e João Paulo Cunha, dois deputados condenados pelo Supremo
Tribunal Federal por participarem ativamente do escândalo no mensalão.
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