terça-feira, 7 de março de 2017

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Valery Sheppard TESTEMUNHA SOBRE A HISTORIA DE VIDA DE SEU PAI






"Minha mãe e eu levamos o evangelho aos assassinos de meu pai"

A história dos missionários que morreram assassinado pelos índios Huaorani, uma tribo isolada da selva amazônica de Equador, já foi tema de livros e até de um filme. Valery Sheppard, filha de Jim Eliott, um desses missionários, contou recentemente ao programa Witness, da BBC, como a família reagiu depois da tragédia.
Além de Elliot, Nate Saint, Ed McCully, Peter Fleming e Roger Youderian decidiram levar o evangelho para os Huaorani (também conhecidos como aucas), mas não foram bem recebidos.
A tribo guerreira os avisou que não desejava contato com o homem branco. Eles insistiram e pagaram com a vida, sendo mortos com golpes de lança. Mesmo estando armados, os americanos não se defenderam.
Valery conta que apesar da dor do luto, as esposas dos obreiros falecidos decidiram insistir em fazer contato com os mesmos homens que mataram seus maridos.
“Acho que Deus permitiu isso para que fôssemos testemunhas do que significa seguir a Cristo”, diz Valery. Após da morte de seu pai, ela e a mãe Elisabeth Elliot conseguiram permissão para entrar na tribo e ali levaram adiante sua missão. Elas conseguiram que a mensagem do Evangelho fosse aceita pelos huaranies. Juntou-se a elas irmã de Nate, Rachel Saint.
Elisabeth conta hoje: “Nossa filha Valery tinha 10 meses de idade quando Jim foi assassinado. Continuei trabalhando na região quando, graças à providência divina, conheci a duas mulheres aucas. Elas ficaram morando comigo durante um ano. Eram a chave para que pudesse ir viver com a tribo que tinha matado os cinco missionários”, relatou.
Tudo isso aconteceu na década de 1950 e até hoje existem igrejas no Equador fundadas pelas esposas dos missionários. Toda a trajetória foi contada no filme “Terra Selvagem”.

sábado, 25 de fevereiro de 2017

SILAS MALAFAIA FALA SOBRE SEU INDICIAMENTO...





O indiciamento do pastor Silas Malafaia por lavagem de dinheiro no inquérito da Operação Timóteo foi destacado por grande parte da mídia nesta sexta-feira (24). Deflagrada pela Polícia Federal (PF) em 16 de dezembro, ela investiga um suposto esquema de corrupção nas cobranças de royalties da exploração mineral.
O nome do pastor apareceu durante a investigação por ele ter recebido um cheque de R$ 100 mil de um apoiador de seu ministério. Esse doador, o advogado Jader Pazinato, segundo a PF, teria recebido recursos ilícitos desviados de prefeituras e repassado propina, por isso também foi indiciado por corrupção ativa e peculato.
Como o cheque emitido por ele foi depositado numa conta pessoal de Malafaia, o pastor acabou passando a ser investigado como parte do esquema. O seu indiciamento ocorreu em 16 de dezembro de 2016, no mesmo dia em que foi alvo de condução coercitiva e levado a depor.
Divulgado primeiramente pela revista ISTOÉ, como se fosse uma nova acusação, o caso foi posteriormente repercutido nos principais jornais do país.
O líder do ministério Vitória em Cristo gravou um vídeo na manhã desta sexta dando sua versão. Ele reclama que a revista, na pessoa do jornalista Aguirre Talento, está “requentando”, ou seja, voltando a falar de um assunto antigo em busca de audiência.
“Vagabundo, bandido, inescrupuloso e mau-caráter”, é como Malafaia classificou o jornalista. Lembrou que Talento já foi processado – e condenado – outras vezes. “Isso é coisa de canalha, será que esse cara é um preconceituoso contra os evangélicos?”, desabafou no vídeo.
Explicou também que o Ministério Público não tomou nenhuma atitude contra ele e que o caso “Subiu para o STJ” (Supremo Tribunal de Justiça). “Não vai dar nada, pois não tenho nada a ver com esses corruptos”, sentenciou.
Silas voltou a mostrar extratos do cheque e explicou que doou o dinheiro para sua igreja e seu ministério, declarou o dinheiro e pagou os impostos devidos. Enfatizou que o assunto foi amplamente explorado pela mídia no final do ano passado e que o jornalista usou de má fé ao divulgar como se fosse algo novo. Finalizou dizendo que a matéria publicada ontem tem o objetivo de atingi-lo.

Ao G1, o pastor declarou: “Se eu fosse corrupto, eu não ia depositar na minha conta. Minha defesa vai ser mostrar minha declaração do imposto de renda. Não sou obrigado, mas estou abrindo meu sigilo fiscal, apresentando o extrato da conta bancária. Tenho certeza que o juiz vai me tirar disso. Agora, o delegado fez questão de me atingir nisso.”